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Empresas Low Cost São Seguras? Porque É Que Os Bilhetes São Tão Baratos? Veja aqui.

 



   Antigamento, voar não era para qualquer pessoa. Os bilhetes de avião eram muito caros e não era qualquer um que podia pagar aqueles valores para fazer um voo de avião. No entanto, algures na década de 70, um novo modelo de negócio surgiria que mudaria totalmente o transporte de passageiros. Hoje vamos falar delas, companhias Low Cost. 


O começo.

   Este modelo de companhias aéreas começaram a surgir algures por volta da década de 70, a primeira companhia a adotar este negócio foi a Southwest, que é uma companhia norte-americana que continua, nos dias de hoje a ser a maior e mais bem sucedida companhia aérea Low Cost. 

   De facto, estas companhias trouxeram com elas uma maior acessibilidade às pessoas para poderem voar com custos baixíssimos, que muitas vezes até nos custa acreditar. Quem trouxe este modelo para o Brasil foi a GOL em meados de 2001, já na Europa temos inúmeras companhias low cost, sendo as mais famosas delas a Ryanair e a Easyjet. Sendo a Ryanair a companhia que levou este conceito ao extremo. Esta companhia consegue oferecer bilhetes de ida a 5 euros, em algumas promoções. É claro que ao vermos estes preços nos perguntamos: Como é que é possível vender bilhetes tão baratos? Será que é seguro voar numa companhia destas?


Alguns Exemplos de Preços da Ryanair



É seguro voar nestas companhias?

   A resposta de imediato é SIM. As autoridades e as leis aeronáuticas são muito rigorosas com as companhias e com os fabricantes de aeronaves. Estas companhias são muito bem supervisionadas tal como as outras companhias, pois, como é óbvio, atrai muita atenção pelos seus preços baixíssimos então as entidades aeronáuticas são as primeiras a ''cair em cima''. 

   Estas empresas são seguras, pois as empresas embora cobrem pouco dinheiro pelos bilhetes, NUNCA cortam gastos em segurança e em formação da tripulação. As manutenções das aeronaves são sempre muito bem feitas de acordo com as normas aeronáuticas e pelas normas impostas pelo fabricante, no entanto cortam gastos em coisas menos necessárias, que irei exemplificar mais abaixo. Alguns exemplos de estratégias adotadas a nível de manutenção para reduzir gastos, mas sem interferir na segurança, é por exemplo as companhias operarem com apenas um tipo de aeronaves, uma vez que tendo apenas um tipo, é mais fácil de garantir o stock das diferentes peças e partes das aeronaves necessárias, evitando que as aeronaves estejam muito tempo paradas, pois lembre-se o avião só gera lucro quando voa, um avião parado é um gasto a mais. Já os pilotos não precisam ter formações numa grande variedade de aeronaves, uma vez que a companhia opera somento um tipo, logo os pilotos podem voar em qualquer avião da companhia e para qualquer destino. 


Como é possível vender bilhetes tão baratos?

   Sabendo que as companhias não podem cortar custos que impliquem na segurança dos aviões, há muitas outras coisas que se pode tirar proveito para diminuir custos. Uma das primeiras coisas é na hora de comprar aeronaves, tal como qualquer fabricante, de qualquer produto que seja, as fabricantes de aviões também oferecem descontos quando se compram grandes quantidades de aeronaves, então estas companhias compram sempre aeronaves em grandes quatidades para terem bons descontos. Na verdade, as companhias não compram diretamente, fazem é contratos de longa duração com bancos e empresas que compram os aviões, e as companhias pagam um ''aluguer'' mensal fazendo uso dos seus aviões, tudo para que saia mais barato para a companhia. 

   Se for viajar numa low cost, não se admire caso não tenha uma televisão na parte de trás do banco da frente para ver um filme. Sistemas de entretenimento a bordo são muito despendiosos para instalar e para além disso seria mais um custo para manter, logo, sendo que não é algo essencial para o voo nem para a sua segurança, fica de fora. Comida a bordo? Só se pagar à parte. Na verdade, estas companhias dependem muito das vendas. Desde comida, bebidas e até raspadinhas vendem a bordo. Quanto às bagagens, é tudo pago à parte, desde a bagagem de cabine que vai em cima da sua cabeça até à bagagem de porão. A única coisa incluída é uma mala que possa ir debaixo do banco da frente. Além disto, na hora de comprar os bilhetes, se quiser escolher os lugares para ficar ao lado de alguém que vá consigo, terá que pagar mais. 

   Tudo o que aumente a capacidade do avião, vale. É normal que nestas companhias os lugares sejam muito apertados e não hajam classes executivas, pois as companhias precisam levar o máximo de passageiros possível. Para ter noção, os A319 da Easyjet têm uma configuração especialmente feita para a companhia em que o avião vem com 2 portas de emergência sobre a asa para poder levar mais passageiros. Mas o que isso tem a ver? Deve estar a perguntar. Pois bem, os aviões quando concebidos, uma das regras impostas é que, em caso de emergência, os passageiros têm que ser evacuado em menos de 90 segundo, com apenas metade das portas de emergência a funcionar. Como o número de portas do A319 só davam para um X de passageiros, tiveram que por mais portas de emergência para aumentar o número de passageiros. Ou seja, a segurança tem que ser seguida à regra. 

    Menos mão de obra, menos custos. Os boeing 737, por exemplo, vêm com uma opção de escada própria, uma vez que são aviões mais baixos. Claro que isto é uma mais valia para as low cost, já que os serviços de escada dos aeroportos têm um custo. 



   Quanto à tripulação de cabine, normalmente as companhias oferecerem as próprias formações aos seus comissários de bordo e recrutam pessoas em início de carreira para que os gastos em salários sejam menores e os tripulantes fazem sempre voos bate-e-volta, vulgarmente conhecidos, para evitar gastos em hotéis e diárias e os tempos entre voos são muito curtos. Lembro-me quando fui viajar na Ryanair, no final do voo pedi para ir ao cockpit e deixaram, no entanto não foi possível ficar lá nem 5 minutos pois tinham que reabastecer e voltar logo. 

   Quanto aos aeroportos, raramente verá uma empresa de baixo custo a voar para aeroportos principais. Sempre que houver opção para ir para um aeroporto mais barato, a companhia irá voar para lá. Por exemplo, se for para Londres, muito provavelmente irá para Stansted, um aeroporto mais longínquo, no entanto mais barato. E dentro dos aeroportos, estas companhias usam terminais mais baratos para embarque de passageiros e os aviões são estacionados mais longe e não será comum ver um avião low cost num finger. Caso não saiba o que é o finger, irei deixar numa imagem abaixo.




   Como pode ver, as companhias aéreas de baixo custo não ficam atrás das outras companhias quando falamos de segurança. Falando em termos de acidentes, a Ryanair e a Easyjet nunca tiveram acidentes mortais, já a Southwest penso que só teve uma vítima que foi num voo em que partes do motor danificaram a janela e uma comissária infelizmente foi sugada para fora do avião. Por isso não tem motivos para se sentir inseguro a voar nestas companhias. Há muitas mais curiosidades para saber, pois cada empresa faz os seus próprios cálculos e tem as suas próprias estratégias para gerir o seu negócio, umas mais extremistas e outras menos, mas foquei-me nas mais relevantes. Espero ter dado umas boas luzes sobre este assunto e se tiver ficado com alguma dúvida deixe aqui em baixo que terei muito gosto em responder. 





   




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